23 de jul. de 2015

BRINCADEIRAS PARA A CRIANÇADA PERDER PESO







O professor de educação física Dalmo Grusca ensina atividades para a garotada se exercitar de forma lúdica

No quadro "De Pais Para Filhos", exibido na terça-feira (23/8), no programa 'Hoje em Dia", a apresentadora Chris Flores contou com a ajuda de vários especialistas para auxiliar a menina Ana Beatriz Gonçalves Moreira, de 6 anos, a perder peso. Um deles foi o ludomotricista Dalmo Grusca. Como a criança precisava de atividades para perda de peso, ele selecionou brincadeiras de muita agilidade e com gasto energético alto.

“Para a criança praticar uma atividade física não é necessariamente uma academia ou uma aula específica. Precisamos antes de tudo entender a diferença de atividade física e exercício. A atividade física é caracterizada por qualquer movimento corporal voluntário que realizamos em nosso dia a dia, o qual resultará no aumento do gasto energético, ficando este acima dos níveis de repouso. Assim, passear com o cachorro, lavar pratos, varrer a casa, escovar os dentes são exemplos simples de atividade física. O exercício físico é caracterizado por uma seqüência sistematizada das atividades físicas, executados de forma planejada, com um objetivo final determinado. A prevenção, tratamento e reabilitação de doenças e deformidades, assim como o desejo de melhorar o desempenho para as atividades da vida diária, para o trabalho, lazer e para o esporte, além de estímulo à estética corporal e ao bem-estar psicológico são os principais objetivos da indicação dos exercícios físicos”, conta Dalmo Grusca.


Ele lembra que, para uma criança de até 8 anos de idade, é interessante que ela pratique a atividade física através de brincadeiras. “Isso era muito comum antigamente, quando as crianças brincavam nas ruas. Hoje em dia, até por questão de segurança e com o fácil acesso a jogos eletrônicos, computadores e televisores, isso foi deixado de lado”, lamenta o professor de educação física. Também é importante que a criança pratique exercícios físicos como natação, futebol, basquete, entre outros, mas desde seja prazeroso para ela e não por imposição dos pais.

“É papel dos pais incentivarem essa ação. Mas, se a criança for forçada a realizar a aula, ela criará uma barreira para o exercício físico”, alerta o especialista.

E de que maneira os pais podem estimular mais os filhos a fazerem atividades físicas? “A dica que eu dou aos pais que querem incentivar os filhos é que gastem uma porcentagem do seu tempo todos os dias com os seus filhos. Uma pedalada no final da tarde, um futebol no parque, brincadeiras populares que são passadas de geração para geração estão sendo esquecidas, como cela, amarelinha, pular corda, mãe da rua... É legal incentivar a brincadeira em família. Chame os primos, colegas da vizinhança e de escola. Isso une as pessoas, cria e fortalece vínculos afetivos e é importante para a formação do cidadão o conceito de amizade e família”, diz Grusca.

No caso de a criança fazer atividades físicas em academias, o professor lembra que os pais devem procurar uma academia credenciada ao CREF (Conselho Regional de Educação Física), com profissionais regularizados. “E deixe a criança escolher a modalidade! Temos tudo a nosso alcance, o que não vale é ficar parado”, fala o professor.

A seguir, as brincadeiras que o professor Dalmo Grusca ensino para a menina Ana Beatriz e que você também pode fazer a sua casa com as crianças. As brincadeiras possibilitam que a criança de exercite de forma lúdica. Ela se diverte e queima calorias sem perceber que está fazendo uma atividade física. Além disso, as atividades podem ser feitas com materiais que tem em casa, como balde, cabo de vassoura ou de custo baixo, como bexigas e meias. As atividades trabalham o corpo, exercem concentração e integram a família ao mesmo tempo.







Basquete Jogo da velha


Objetivo: Agilidade e raciocínio rápido
Duração: 20 minutos


Material: 9 bambolês, 2 bolas, 2 baldes, materiais que marquem a sua equipe



Brincadeira:Separa-se em duas equipes que ficarão organizadas em colunas. As colunas devem ficar lado a lado atrás de uma mesma linha e a 10 metros de distância das mesmas, deve-se colocar no chão os bambolês em 3 fileiras de 3 onde será realizado o jogo da velha. Antes do jogo da velha deve ficar um bambolê em cada lateral onde serão colocadas objetos das respectivas equipes (um pedaço de EVA tipo de bola ou - Ex: bola de basquete para uma equipe e bola de borracha para outra). Ao sinal do professor, os participantes tentam jogar a bola no balde. Quem acerta pega o material correspondente a sua equipe e coloca dentro de um bambolê. Toda vez que uma equipe conseguir preencher uma seqüência em diagonal, horizontal ou vertical marca-se um ponto. Vence a equipe que conseguir o maior número de pontos no tempo estipulado pelo professor. Este jogo é bastante dinâmico e divertido em que todos participam de maneira ativa e onde desenvolvem o raciocínio rápido. Excelente para as mais diferentes faixas etárias.




Hockey Vassoura


Objetivo: Agilidade / concentração/ estratégia
Duração: indefinida


Material: 2 cabos de vassoura, uma bola de plástico ou de meia e 2 baldes


Desenvolvimento: Coloca -se o balde como balizas deitados nas extremidades do campo e com o cabo de vassoura tenta-se conduzir a bola até o gol do adversário. Ganha o jogo aquele que fizer maior número de gols.




Bexiga no pé


Objetivo: Agilidade


Material: Bexiga, barbante


Divide-se os participantes em 2 equipes. Cada participante terá uma bexiga amarrada em seu pé direito e com o pé esquerdo tentará estourar a bexiga da equipe adversária sem deixar que estourem a que está amarrada ao seu pé. Quem tiver a bexiga estourada sai da brincadeira. A equipe que ficar com mais bexigas cheias será o vencedor.




Bétis ou Taco


Objetivo: jogo de equipe, concentração, explosão muscular


Material: 2 tacos, 2 latas para serem as casinhas, bola de tênis


Formação:quatro jogadores (duas duplas)
Desenvolvimento: Quatro jogadores, em duplas, alternam os papéis de ataque e defesa.
São utilizados dois tacos de madeira, uma bolinha de borracha e duas “casinhas” construídas com três varetas de madeira apoiadas entre si, num formato de pirâmide.
O campo de jogo é delimitado com a demarcação de dois círculos no chão (“selas”), de aproximadamente 1 metro de diâmetro, onde serão colocadas as casinhas, ou outro alvo similar (latas, garrafas plásticas). A distância entre as selas varia conforme o espaço disponível e com a força e precisão de arremesso dos jogadores. Em geral não ultrapassa 10 ou 15 metros.



Realiza-se um sorteio inicial para determinar que dupla ficará de posse da bolinha e que dupla ficará de posse dos tacos. A dupla que começa com a bola posiciona cada um dos jogadores atrás de uma das selas. Dessa posição se arremessa a bola na direção da casinha oposta, tentando derrubá-la. A dupla que fica de posse dos tacos se posiciona na frente das selas, com a ponta do taco encostada no chão, sem pisar dentro do círculo, com dois objetivos básicos: evitar que sua casinha seja derrubada e rebater a bola o mais longe possível. Quando isso ocorre, enquanto a dupla de defesa vai recuperá-la, os jogadores de ataque correm um em direção ao outro, cruzando os tacos no alto e retornando às selas.



Cada batida entre os tacos vale um ponto. A dupla de defesa pode ganhar a posse dos tacos e passar a atacar caso: consiga derrubar uma casinha com um arremesso ou caso consiga atingir um jogador de ataque com a bolinha, enquanto ele estiver com o taco fora da sela, seja durante a corrida ou durante a própria tentativa de rebater. A dupla de defesa também pode ganhar a posse dos tacos caso ocorra o “três pra trás”, que consiste em três tentativas de rebater em que a bolinha toca no taco mas vai para trás, e não para frente.





Fonte: Site Chris Flores

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